sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Sexo Semanal - Sexo a Três ou Ménage a Tróis?

O sexo a três já virou moda, quase démodé, quase como quem pergunta – E aí, já pagou um boquete? Com raras exceções, a grande maioria de casais com quem converso afirma que se ainda não fizeram, foi por falta de oportunidade ou de encontrar a pessoa certa.

No último sábado estava na praia escolhendo um tema para essa coluna, e acabei meio sem querer encontrando em uma revista um artigo sobre sexo a três. Como tenho uma amiga que me pede sempre para escrever sobre o tema, achei que era uma junção cósmica favorável.

Sexo a três é como qualquer outra fantasia, o primordial é ter consentimento mútuo e estabelecer regras. Sem isso o que é pra dar tesão vira um problema no relacionamento. Aliás, tudo no sexo deveria ser assim.

A escolha do parceiro não é tarefa fácil, pelo menos para as pessoas com que conversei e nas minhas pesquisas, o mais importante é definir quem será o parceiro e se será um parceiro ou uma parceira. Dois homens e uma mulher ou duas mulheres e um homem – esse segundo em geral, é o mais comum. Mulheres sentem-se mais à vontade com amigas, pessoas mais próximas. Esse lance de prostitua em um sexo a três é delicado. “Minha primeira experiência foi com uma amiga, foi muito bom, a gente curtiu pra caramba. Foi estranho, mas ao mesmo tempo excitante ver uma mulher gemendo, sentindo prazer. Foi lindo, mas nossa amizade acabou. Não conseguimos mais ser amigas”.

  
A escolha tem de ser cuidadosa, e de certa forma a busca por esse parceiro devolve a alguns casais, segundo especialistas, a cumplicidade perdida com o passar dos anos em uma relação. “Quando eu e o meu namorado resolvemos tentar o sexo a três, foi depois de uma longa negociação. Eu escolhi a parceira, freqüentamos bares que nos indicaram, nos decepcionamos em alguns encontros. E isso tudo foi nos dando mais oportunidade e novidade no relacionamento. Era uma busca conjunta. No fim, a gente nem chegou a transar a três. O namoro acabou, mas foi divertido, talvez isso tenha nos dado mais tempo e impedido que terminássemos de forma mais agressiva. Ainda não desisti, no meu relacionamento atual, vou tentar”.

O artigo que citei no começo desse texto falava exatamente sobre essa procura. O sexo a três ainda sofre muito preconceito. E nem sempre os casais conseguem conversar sobre isso abertamente. Por isso, um novo App vem fazendo sucesso entre os casais que buscam discrição, mas ao mesmo tempo diversão. É o 3nder, um App desenvolvido a partir do tinder (App para solteiros) e que já tem cerca de 345.000 participantes. Lá você pode entrar pelo facebook ou incógnito, super democrático. Uma vez no aplicativo você pode curtir os perfis que mais lhe interessar, o programa checa as suas escolhas e uma janela é aberta. A janela dura três dias, para que você possa marcar um encontro e ver se rola. Depois disso, a janela fecha e tudo começa de novo.

Conversei com alguns “especialistas” em sexo a três que me passaram algumas dicas. A principal é não ter pressa. “Ninguém quer sair tirando a roupa feito louco e agarrando todo mundo de cara. O lance é colocar um som, tomar um vinho, relaxar. As coisas vão acontecendo e tudo vai fluindo”. Sim, existem regras para a transa a três, e lembre-se, são duas pessoas para você satisfazer. Sim, a sua maior preocupação deve ser dar prazer e não só receber. “Não rola sexo toda hora, uma hora você vai ficar meio sem ter o que fazer, invente. Inventar é uma boa alternativa, nem tudo são buracos”.

Mas quando se pensa em sexo a três, o mais comum, que vem à mente são duas mulheres e um homem. Mas algumas colaboradoras fizeram questão de lembrar que existe e muito dois homens e uma mulher. “É demais a sensação de poder que se têm quando você é o centro das atenções de dois homens. Te desejando, te querendo, beijando. Eu adorei a experiência. Pretendo repetir a dose em breve”, disse uma amiga que vejo pouco mas está sempre presente.

Esse ainda é um tabu, a maioria apenas me respondeu que nunca tentou e que não tem vontade, simplesmente por ser ciumenta ou porque tem dificuldades de aceitação. Mas nenhuma descartou a hipótese de em um futuro próximo com a pessoa certa tentarem o tão desejado – pelos parceiros em especial – sexo a três.


A liberação sexual das mulheres é sempre chocante, mesmo para mim que falo sobre isso desde sempre, não acreditava que poderia encontrar tantas opiniões sobre um tema tão cercado de tabus. Minhas amigas, de perto e de longe (esse é o poder da internet), têm mesmo muito a acrescentar. 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Sexo Semanal

Não vou fazer rodeios, o tema da coluna de hoje é Pornô.

Sim, as mulheres assistem pornô. Umas porque sentem tesão mesmo, outras por curiosidade, outras para agradar o parceiro, enfim quer sua mãe queira ou não, elas assistem. Claro que assistem um pouco desanimadas por se verem mal retratadas, de forma violência demais ou com corpos masculinos de menos, mas assistem.

O que não encaixa, talvez porque muitas coisas precisam de um certo tempo para se encaixarem – se é que você me entende, é que com um público tão sedento e ávido por pornô de qualidade, com história e principalmente beleza, temos tão poucas opções no mercado.

“Eu pessoalmente não curto, o ponô foi feito para o homem, tanto que a mulher é o principal objeto dos filmes héteros. Não pensam na gente. Como eu não gosto de pornô nunca parei pra pensar no assunto. Prefiro fazer a assistir. Já meu namorado é telespectador assíduo”.

Essa fala só reforça a tese de que o mercado está cego a um publico que não encontra o feedback para seus desejos. Não posso deixar de citar também de que a mulher foi criada para não gozar, aliás, esse foi um dos temas que abordamos por aqui. Se a mulher não goza, não pode sentir tesão e muito menos falar sobre isso em público, ela não consome pornô.

O preconceito com quem se diz espectador de pornô é grande e geralmente é um assunto pouco comentado. Em parte porque são situações que acontecem em momentos de particularidade, dificilmente um casal vai marcar de ver um filminho pornô em grupo. As questões sexuais são ainda muito pouco exploradas em grupo. É sempre preciso alguém “puxar o bonde”, e depois, ninguém segura.

“Eu adoro!!Adoro tudo e o que mais me deixa excitada é o menagé, fico com muito tesão. Mas ainda não fiz, infelizmente. Tanto faz dois homens ou duas mulheres”, disse uma delas mais saidinha. Essa fala me deixou intrigada, fiquei pensando em como somos amigos das pessoas, mas não ousamos falar de sexo e muito menos sobre desejos e fetiches. Mas basta uma brecha e todo mundo quer falar ,e muito.

As cenas de sexo nos filmes pornô são feitas para atender fetiches masculinos, “Meu namorado sempre me chamava para assistir pornô com ele, resistia porque quando adolescente assisti um em que uma mulher recebia um banho de porra. Eram cinco homens enfileirados, e todos gozavam na boca dela. Saí da sala e fui vomitar. Dali pra frente tinha medo de assistir pornô. Resolvi ceder. Curti muito e a gente transou muito gostoso. Foi preciso coragem para me libertar daquela cena”. As más experiências com o pornô estão nas conversas, e as reclamações também. “Queria ver mais história, mas ao mesmo tempo, essas historinhas me dão idéias para transar com meu marido, não tem jeito tem uma altura do relacionamento que a fantasia se faz necessária”, disse uma das leitoras.

Uma pesquisa da Playboy revelou que 49% dos assinantes do canal Sexy Hot  são mulheres. Um número bem significativo. Um canal holandês passa sexo explícito direcionado à mulheres 24 horas por dia, sete dias por semana. E já conta com mais de 1 milhão de telespectadores.  Dito isso, o pornô seria o novo pretinho básico das mulheres?

“Eu assisto sozinha, as vezes estou cansada, estressada, com a cabeça cheia e ligo lá, assisto lavando louça, cozinhando, me dou esse direito”, disse uma delas. Essa porém, é uma exceção, 60% das entrevistadas em uma pesquisa afirmaram que assistem pornô acompanhadas do parceiro. Será que assistir acompanhada dá à mulher a sensação de não estar cometendo nenhum pecado? Afinal, estou com meu companheiro. É, pode ser.

“Não acho que o pornô foi feito pra mulher, o foco é masculino. Tem muita mulher gostosa pra pouco homem gostoso nos vídeos”, comentou uma delas entre gargalhadas. 

“Não assisto. Já assisti, óbvio. Mas parece ter sido feito para o o homem. Reflexo da sociedade patriarcal e machista. Minha sensação é de que a mulher ocupa sempre a posição de objeto, não sendo vista como quem também sente prazer, entende?, respondeu uma delas de forma mais filosófica.

E nem quis entrar muito a fundo nas questões de machismo e misoginia, mas é impossível não citar, já que na verdade a mulher  sofre muito mais preconceito quando se diz espectadora de pornô. Mas essas questões são para outra coluna em um outro momento.

Existem opções, inclusive em sites, para que esse público tão negligenciado não fique a ver navios, o Google oferece coisas trash, bizarras e feias, mas existem opções de bom gosto para atender essa demanda crescente. Poucos mas existem, fuçando bem você encontra.

 “Quando era adolescente eu adorava aqueles filminhos do Multishow depois de meia noite, nem aparecia nada, e o tesão era demais. Eu nem transava ainda, curtia muito. Hoje casada, com meu marido a gente assiste, mas a gente mais ri do que se excita. Talvez porque o nosso sexo seja incrível, a gente desliga a TV e faz nosso show particular”, contou uma delas empolgada e fazendo gestos exagerados.

Ao final de cada discussão a sensação de liberdade e quebra de tabus é sempre muito prazerosa. O pornô é uma realidade. E para muitas mulheres serve como escape, preliminar, estudo. O pornô é uma opção. E para muitos casamentos, uma salvação. Viva o nosso pornô e nossa liberdade de assisti-lo acompanhadas ou não!


terça-feira, 30 de dezembro de 2014

O outro


Difícil começar alguma coisa que tenha como título "O outro". Nunca é fácil ver da ótica alheia. Nunca é fácil  entender as motivações de quem que não seja eu. Difícil  sensibilizar-se com algo que não tenha relação direta com meu eu ou minhas vontades. Eu preciso me amar primeiro para entender o sofrimento do outro.

Essas máximas permeiam a nossa sociedade. O eu é sempre mais importante do que qualquer outra palavra. O que EU gosto, onde EU vou chegar, o queEU quero ser da vida, o que EU gosto em alguém, o que EU posso conseguir com tal amizade, e se EU for voluntário, e se EU montar uma ONG, e se EU for bastante inteligente. O eu, está em tudo, porque tudo em nós é vaidade.

Lembro de ver uma entrevista com a cantora Claudia Leite, quando seu primeiro filho nasceu, ela dizia ao repórter  orgulhosamente, que nunca antes havia feito nada a um ser humano tão desinteressadamente. Não quero fazer juízo, mas não seriam os filhos nossas maiores demonstrações de desapego? Não seriam eles motivo de fazer de um tudo. Parece temeroso dizer que nunca antes nada foi feito com desinteresse. Talvez tenha sido apenas uma afirmação infeliz.

"Para cultivar uma atitude altruísta,
um meditador aceita o bem-estar
 dos outros no coração e reflete repetidamente
os benefícios de se importar com eles e
 tratá-los com carinho" - Dalai Lama
Estamos todos os dias nos afastando do outro, buscando nele apenas objetos de satisfação, escadas de acesso e "o mal" necessário. É preciso conviver, é preciso engolir, é preciso fingir, sorrir e dissimular, bajular ou não chego onde quero. Digo mentiras para promover planos arquitetados. Aturo o outro porque sem o outro não há vitória e não há contatos.

Raro é conversar com alguém totalmente desinteressado, atento e preocupado de fato com os nossos sentimentos e nossa vida. As pessoas se aproximam apenas quando há alguma vantagem em se aproximar. Enquanto somos úteis, a amizade é importante, deixando de ser, nos tornamos descartáveis, mais uma no rol dos descartáveis. Não há sentido em se sentir injustiçado ou preterido, apenas resta a certeza de que assim são alguns seres humanos, dotados da incapacidade de enxergar além de seus desejos, além de seus planos pessoais. E esse sentimento é tremendamente libertador. Não há expectativas, apenas determinação.

Mas qual não foi a minha surpresa de encontrar em pessoas improváveis e "anônimas", quase invisíveis, grandeza e solicitude. Um amigo de verdade, te socorre quando a multidão te dá as costas. Olha para você e diz, o se valor é inestimável. Não há interesses para essa pessoa. Esse tipo de pessoas vê além, sabe mais e tem um horizonte maior e mais amplo.

Tudo talvez em algum nível nos joga para a maldita vaidade, todos nós estamos sujeitos a ela. Mesmo essas palavras devem estar carregadas de vaidade, eu poderia simplesmente aprender a lição e viver melhor. O que me impeliu a dividir uma reflexão como essas publicamente? Talvez o desejo de partilhar uma experiência e ser útil. Ou simplesmente a vaidade de expor o que penso. Vai saber.....

Mas o fundamental não é pensarmos se somos ou não vaidosos, porque a resposta será sempre afirmativa, mas sim o que nos fará subir um degrau da evolução humana é  lutar para que os nosso atos a cada dia sejam menos preocupados com o êxito e com os ganhos pessoais e mais muito mais em favor do outro, dos outros, do coletivo, do mundo.


sábado, 27 de dezembro de 2014

Sexo: Orgasmos Múltiplos ou não.

É quase estranho falar de orgasmos múltiplos quando a maioria das mulheres luta para ter um e nem sempre esse corresponde à expectativas. Mas sim, os orgasmos múltiplos existem e bem mais do que você imagina. Inclusive, qualquer uma de nós pode te-los, basta treinar.

Mas afinal, o que são orgasmos múltiplos. Engraçado, mas o nome me soa tão bem aos ouvidos, me lembro quando adolescente, minha tia, sempre muito empreendedora dizia ao meu pai com os gestos de quando você apresenta um letreiro. "Orgasmos Múltiplos, excelente nome para um bar". Eu fiquei fascinada ouvindo aquilo, aliás eu sempre me fascinei com muitas coisas. Quando escolhi o tema para a coluna a imagem foi a primeira coisa que me veio à mente.

Os orgasmos múltiplos acontecem em sequência, um depois do outro em uma transa. As ondas de prazer seguem conforme a mulher é estimulada pelo parceiro. "Sou gulosa, eu faço sexo e quanto mais ele me penetra mais eu gozo. Tem vezes em que imploro para que ele pare. Tenho a sensação que posso morrer a qualquer minuto", disse uma amiga com amão no peito e os olhos fechados, quase que reproduzindo aquele prazer.

O que para os homens é mais difícil, devido às particularidades da fisiologia masculina, para nós é mais fácil de conseguir. Geralmente depois que goza, o pênis fica flácido mas o clitóris segue endurecido e se for estimulado mais vezes proporcionará mais prazer. O que acontece é que não voltamos à estaca zero como os homens, continuamos prontas, mas ficamos relaxadas demais para seguir sendo estimuladas. E cá entre nós, nem sempre o parceiro ajuda.

A sensação de relaxamento que um primeiro orgasmo causa quase sempre nos deixa preguiçosas. "Às vezes meu namorado quer  me masturbar antes da penetração mas eu tenho medo, sou viciada em prazer vaginal". Talvez seja esse um erro, não permitir que o nosso corpo seja estimulado, na verdade o que nos falta é tranquilidade e coragem para conhecer todas as facetas que o corpo pode oferecer, e são muitas.

"Eu nem consigo gozar uma vez, quanto mais várias", essa foi a frase que mais ouvi. Gozar a primeira vez é muito difícil, alguns vão dizer que ter prazer é mais fácil quando se ama ou se conhece a pessoa mais profundamente. Discordo completamente dessa frase, já que existem pessoas que tem orgasmos incríveis, com sexo casual. "Uma vez estava no meio do Carnaval, olhei o cara ele me olhou, aquele tesão subiu, procuramos um quarto no centro da cidade. Foi só o tempo de pagar. Acho que naquela noite eu gozei umas 10 vezes, aquele cara era demais. Combinamos de nos encontrar na praia na manhã seguinte. Foi uma merda, o cara era chato, papo chato, tudo chato. Era só sexo. Fui embora e nunca mais nos vimos", comentou entre suspiros.

O sexo, não precisa estar atrelado ao amor, conheço casais super amigos, que se amam, mas que tem um sexo meia boca. Um em especial, ela me disse que tenta, até terapia já fizeram, mas, não rolou, não rola. Fiquei triste mas é fisiológico. Sexo faz parte do casamento. O orgasmo para mulher é libertador, se dar prazer, ter prazer e dar prazer é ter poder. Não ter orgasmos é um problema, e precisamos parar de achar que é normal não sentir prazer. Ta difícil, tem que procurar ajuda, ler, se informar. As informações estão aí por todos os lados.



É fácil relacionar algumas situações à falta de prazer. Repressão - essa é a causa de 90% das dificuldades que encontramos na busca pelo prazer. E para nos libertar dos recalques sexuais, o parceiro tem uma grande participação no contexto. Para as que estão em algum relacionamento. Para as que estão sós, a dica é a mesma da coluna anterior - MASTURBAÇÃO! E liberte-se da educação repressora que te deram, ela só serve para te castrar. 

Estresse e trabalho em excesso atrapalham e muito esse momento tão esperado, na hora do sexo nada de pensar no trabalho, nas contas a pagar, no patrão, na merenda dos filhos, nos quilos que precisa perder, esqueça tudo isso. Concentre-se só no momento, nas sensações,invente histórias, fantasie, experimente. Deixe para pensar que precisa ir ao supermercado quando a transa acabar. Ansiedade, pressão do parceiro, abusos emocionais, tudo isso também pode estragar seu momento. 


Por fim uma dica, e uma tarefa, tente conseguir  os tipos de orgasmo que deveríamos experimentar;

VAGINAL - : em primeiro lugar, localize a zona quente. Numa noite a sós, explore sua parede frontal da vagina com o dedo até sentir uma área que é ondulada e de textura esponjosa. Ao tocá-la, você sentirá muito prazer. Em seguida, durante a relação sexual, certifique-se de que o seu parceiro encoste o pênis exatamente lá. Deite-se de lado e, ao mesmo tempo, de frente para o seu homem. Suas pernas devem ficar entrelaçadas nas dele de forma confortável para você — como duas tesouras se cruzando. Mantenha sua vagina e o pênis dele alinhados e certifique-se de que haja fricção contra a parede frontal da vagina -,
 CLITORIANO - Ele deve fazer grandes círculos com os dedos, que incluem o eixo, lábios e parte superior do clitóris. Ele pode fazer isso como preliminar ou enquanto você está na posição de conchinha durante a relação sexual. Se você sentir vontade de mudar para oral, peça para que ele se aproxime de seu clitóris indiretamente, deitando-se perpendicular a você ,
MISTO a posição da mulher em cima é popular por uma razão — ela é perfeita para estimular tanto a vagina, como o clitóris. Mas você também pode tentar sentada no colo do seu parceiro de costas para ele (ele pode estimular o seu clitóris enquanto você controla o impulso.  
MÚLTIPLO - comece com preliminares e peça para seu parceiro te fazer chegar ao primeiro clímax usando as mãos, a boca ou um vibrador. Logo em seguida, ele deve continuar a estimular o seu clitóris de forma mais lenta por cerca de 30 segundos e, depois, retomar o ritmo normal para você chegar novamente ao orgasmo.

Claro que abri o artigo falando sobre os orgasmos múltiplos, porque justamente é o que desejo para todas vocês. Mas vale tentar cada um deles e todos ao mesmo tempo. exige disciplina e conhecimento mas dá pra chegar lá. Sozinha ou acompanhada. Boa viagem!!




* A coluna é feita a muitas mãos, mande você também sua opinião sobre o tema da próxima semana. E não se acanhe, homem também pode participar  O sigilo é garantido, pode falar!Fale comigo no zap – 22 99806-8537 ou por e-mail – camilarauppcom@gmail.com



quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Comportamento : Um Natal reflexivo

Esse ano não rolou 13º e salário ficou atrasado. Recebi hoje, em cima da hora. Comprei uma lembrancinha  para os meus filhos e afilhada, e foi o que deu para fazer. Tivemos que cancelar o amigo oculto porque a grana ficou curta também entre os meus.

Eu teria um milhão de motivos para escrever um  artigo  e viver uma noite de Natal triste e sem motivação. Mas vi todas essas coisas como dádivas e oportunidades que a vida me deu para repensar algumas coisas básicas da minha vida.

Natal é todo dia. Somos escravos de datas, como se nesses dias específicos tivéssemos que ser melhores ou fingir que nada de mal acontece. A vida é todo dia e não temos controle nenhum sobre o que nos acontece. Pode ser doloroso o que vou dizer, mas, quem precisa de datas para reforçar amor, ainda não aprendeu a amar.

Meu pai ontem me dizia sobre um Natal, ainda lá em Porto Alegre, que ele não tinha grana para presente, ceia, para nada. E me comprou um brinquedo, um Bogs (na foto). Eu ainda lembro o nome do bicho. Ele me disse que teve vontade de chorar à época. E eu voltei para casa pensando, gente, mas é o único brinquedo de que me lembro na infância. Ele me deu ao longo da vida diversos presentes sensacionais, mas esse, esse ficou grudado na minha memória.

Bogs - o meu era exatamente assim. :)
O que nós, adultos, não entendemos é que quando Jesus disse para sermos como crianças, era isso! Uma criança não entende recessão, falta de dinheiro, a criança entende a linguagem do amor. Outro dia conversava com meu sogro sobre presentes, ele foi nos ver e levou uma porção de brinquedos baratinhos para os meninos, que curtiram tanto que se esqueceram da vida brincando no tapete. Conheço meus filhos, se ele tivesse chegado com um brinquedo caro, eles não iam dar a mesma importância e se quebrasse ficaríamos todos chateados.

Minha família buscapé!


Os seres humanos são complicados, esperam demais, se apegam demais a coisas pequenas. Quando o gestos, o gesto de se perdoar, de confraternizar, de se ver, de gastar tempo uns com os outros, ouvir, rir, relembrar Natais piores, melhores. E a louça, que fique para ser lavada no dia seguinte, e sujeira e a bagunça das crianças é para nos mostrar que estamos todos vivos e com saúde. E tendo isso, não precisamos mais nada.

Eu quero fazer a minha parte, quero gastar tempo com os meus, abraçá-los, e dizer como os amo e como me sinto grata por não ter conseguido comprar tudo que havia planejado. Foi melhor assim.

Para vocês que me lêem um feliz Natal e que nessa noite Feliz possamos de fato mudar as coisas.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Sexo Semanal: Tamanho é Documento?


Em nosso encontro semanal o assunto era só um, sexo! Estou feliz demais porque acredito que atingi o meu objetivo incial: falar de sexo. E olha, tentei falar de outra coisa, mas parece que o assunto ficou em alta, pelo menos no meu grupo. Quantas experiências podemos trocar quando nos damos o direito de falar. Por onde passo, ultimamente todas as minhas amigas dizem a mesma coisa "Estou adorando a coluna, estou conseguindo falar com meu marido, experimentando coisas novas", "Me masturbei ontem pela primeira vez", "Tive um orgasmo incrível". 


Tentei fugir do tema, queria escrever sobre outro assunto, mas elas só pensam nisso. A obsessão pelo pênis é surpreendente, seja pelo prazer, seja pelo poder. O pênis representa poder, tanto para os homens quanto para as mulheres. Será por isso que a preocupação com o tamanho é maior que com o desempenho? Afinal, tamanho é documento? Ou será que nós é que damos muita importância para o orgasmo vaginal? Em 2012, um estudo com 300 mulheres descobriu que 60% afirmaram que o tamanho do pênis não faz diferença mas que, entre aquelas que já tiveram orgasmo, existia uma preferência por pênis mais longos, com cerca de 16,5 centímetros. Já correu para pegar sua régua, fita métrica,trena para medir o bofe?

Descobri que tamanho é documento para a maioria das mulheres, "Bem robusto" uma disse. "Quanto mais grosso melhor". Apenas uma ousou dizer que "basta uma cabeça larga para fazer a felicidade". Mas antes disso precisamos falar sobre os esteriótipos, vamos aos fatos, ou, as pesquisas. Nos países onde há predominância da raça branca, pênis que têm entre 12 cm e 18 cm de comprimento em ereção são considerados médios. Cerca de 90% estariam dentro dessa faixa. O pênis do brasileiro em média tem 16, comparado à média mundial  que é de 13,6 centímetros, nosso brazucas estão bem na fita. Amigas bastante experientes, confirmam a tese, "afinal moramos em Búzios e já estive com gringos, prefiro produto interno e bruto. Já peguei cada microchip", como sempre morro de rir com os comentários. São a melhor parte.

Os mais "pirocudos", segundo pesquisa, não tem jeito são os africanos, mais especificamente os nativos do Congo, com 18 centímetros na média. Já os chineses, estão em desvantagem, com apenas 10 centímetros em média. Isso confirmaria a tese, um tanto racista, mas que se confirma na prática, de que os africanos são os mais avantajados? "Amiga, todos os negões com quem fiquei, eram muuuito bem servidos", completou uma delas fazendo aquele famoso gesto com as mãos. Mas não é para sair por aí dispensando os chineses e liberando geral para os nossos amigos do Congo. Sexo não é só penetração, não esqueça disso. No ruim, dá para usar os brinquedinhos da coluna da semana passada. 

Porque falar de pau com homem é tão difícil, ou melhor, falar de tamanho de pau com homem é muito difícil. Afinal eu precisava da opinião de pelo menos uns três. Assim como nós, quando falamos de sexo, nos encolhemos imagino que quando tocamos nesse assunto com eles, devem imaginar a gente com uma trena na mão. Ou pensando, "esse cara tem cara de pinto pequeno". Como assim? E por acaso quem vê cara vê pinto?

Todo homem quer ter pelo menos mais dois centímetros de pau, "O cara pode ser o mais foda na cama, o pegador, ele sempre vai achar que o pau poderia ser maior". Mas gente! "Mas é claro, se ele tiver um pau pequeno e a língua for grande, tá resolvido o problema". "Acho que o mais difícil não deve ser o cara ter pinto pequeno, mas torto, deve machucar a mulher, sei lá", completou um amigo rindo meio de canto de boca. Infelizmente nenhuma das minhas colaboradoras me contou um experiência

desse tipo. "Pinto torto nem é o problema, talvez o pior seja o pinto mole mesmo", a gargalhada foi geral. "Mas para isso temos viagra, a libertação do homem". Uma completou, "pode até funcionar, mas deve ser feio pra caramba".


Me lembrei de uma história contada por uma amiga que trabalha em pousada que me contou que um casal de 80 e tantos anos estava hospedado e que de manhã um casal jovem de 20 e poucos veio reclamar do barulho que eles faziam na madrugada. "Ta aí, não disse? Viagra!". Sexo não tem idade nem tamanho, é só conhecimento. O tamanho talvez não seja tão importante, e tlavez caiba a nós dar fim a esse mito. Homens, tamanho não é documento, se você sabe o que fazer com ele.





* A coluna é feita a muitas mãos, mande você também sua opinião sobre o tema da próxima semana. E não se acanhe, homem também pode participar  O sigilo é garantido, pode falar!Fale comigo no zap – 22 99806-8537 ou por e-mail – camilarauppcom@gmail.com

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Eu vendia sonhos!

Eu não sou buziana de nascimento. Cheguei aqui aos nove anos, quando meu pai, decidiu tentar a sorte em uma cidade e uma cultura completamente diferente da que estávamos acostumados. Búzios há apenas 20 anos atrás (uau 20 anos.....) era quase uma vila de pescadores que recebia gente de todos os lugares que se pode imaginar.


Imagine então o impacto de ser uma criança e ouvir pessoas dos mais variados tipos e cores, sotaques e idiomas, culturas e costumes. Era quase um faz de conta, um lugar imaginário, onde a gente ia comprar roupa com dólar. Essa mesma cidade tinha um comércio bem peculiar. Muitas lojas, lojas de roupa, de souvenir, de cangas, de chinelos, de tudo que pudesse ser útil ou fizesse lembrar ao turista que ali era Búzios.

Meu pai tinha uma loja quase em frente ao Pier, ORCHID, muita gente deve lembrar dela. Para mim era o máximo estar ali naquele mundo tão diferente, onde tudo parecia tão lindo, tão colorido. Coisas que só a cabeça de uma criança podem enxergar. Ir até o pier, ou visitar o Le Club eram passeios esplendorosos. Me lembro bem de um senhor, acho que era gerente no Le Club, francês, seu nome era Salla, sempre dava à minha irmã um mousse de chocolate. Era tão sonoro o jeito com que as palavras cheias de sotaque saíam de sua boca.

Um dia,numa tarde chuvosa, minha mãe encontrou uma receita de sonho e fez pra gente, ficaram deliciosos. E não sei como, quando percebemos, eu estava nas ruas do centro da cidade - nós morávamos muito perto do Centro - vendendo sonhos de loja em loja. Eu era tímida e ainda sou muito, mas passava de loja em loja oferecendo os sonhos, com uma bacia verde. Essa bacia verde com tampa transparente e redonda é tão viva na minha memória que eu quase posso toca-la. O cheiro do sonho misturado com o plástico estão aqui agora no meu nariz.

Eu vendia pra caramba. Meu melhor freguês era o dono da loja Bee. Ele sempre comprava o final do estoque. Eu começava pela praça, subia a Turíbio e acaba em frente a Bee. Ele me mandava subir e a sua esposa comprava o que havia sobrado na bacia. Eu saía contente e feliz, com a alegria e ingenuidade que só as crianças tem. Ninguém me pediu pra vender sonhos nas lojas, eu queria. E gostava e fazia bem. Acho que fazia bem para minha mãe também. 

Vendendo sonhos compramos nossas passagens naquele verão para visitar minha família no Sul. Foi tão legal saber que eu contribui com um sonho. O sonho da minha mãe de matar as saudades das suas irmãs. Meu pai nem deve saber, mas muitas noites enquanto ele trabalhava, ela escrevia cartas pra minha tia e chorava. Eu tenho essa imagem dentro de mim. E ela me pedia: - Filha, não conta pro teu pai que a mãe chorou. Eu não contei. E hoje entendo as lágrimas dela. Muita coisa ficou para trás, mas era preciso, era preciso tentar. E ela confiou no meu pai. Fez o certo.

Depois daquele verão vendendo sonhos eu fiz muita coisa ainda. Eu acho que sempre fui uma boa filha. Temperamental e geniosa, e com uma personalidade muito forte. Mas sei que quando meus pais pensam em mim se orgulham, pois temos muita história pra contar. 

Depois dos sonhos, tentamos bolo de maçã e banana, bolo de chocolate e torta. Mas nunca mais vendeu como os sonhos. Acho que tem coisas na vida que são únicas. E deixam na gente uma marca que nem o passar de muitos anos apaga. Essas pequenas histórias são parte do que somos. E elas nos fazem fortes. Muitas outras coisas na minha vida foram assim como o sonho, chegaram, tiveram seu tempo e acabaram. E ficarão para sempre guardadas no rol das minhas muitas histórias, que conto ao longo da vida.